Como está a crise migratória venezuelana em meio à pandemia de COVID-19

Escrito por Visão Mundial | Oct 6, 2020 1:35:44 PM

A crise migratória venezuelana é hoje uma das mais preocupantes crises envolvendo o deslocamento de pessoas em todo o mundo.

A estimativa é de que mais de 5 milhões de venezuelanos já tenham deixado o país desde o início das crises econômicas e sociais.

No Brasil, dados oficiais apontam para cerca de 260 mil migrantes vindos do país vizinho – e que chegam principalmente por meio da fronteira com o estado de Roraima, entrando pela cidade fronteiriça de Pacaraima, mas também se concentrando na capital, Boa Vista. E grande parte dessa população, que vive em extrema vulnerabilidade, é formada por crianças.

 

 

Crise migratória venezuelana em meio à pandemia

 

Mesmo dentro do Brasil, crianças e adultos venezuelanos seguem vivendo em situação de vulnerabilidade. E, com a chegada da pandemia de COVID-19, a situação se agravou ainda mais. Uma pesquisa recente lançada pela Visão Mundial aponta para maior risco de pobreza e exploração que as crianças migrantes venezuelanas correm à medida que milhares voltam a colocar em risco suas vidas para buscar segurança durante a pandemia.

 

A pesquisa, que envolveu 392 crianças migrantes venezuelanas em seis países de acolhimento, revelou que uma em cada quatro crianças foi separada dos pais durante o surto do novo coronavírus. Um quinto dos entrevistados disseram não ter acesso a água e sabão para manter uma boa higiene durante a quarentena. 

 

Cerca de 63% das crianças venezuelanas entrevistadas afirmaram que não podem continuar seus estudos durante a pandemia. Além disso, 60% percebe um aumento da xenofobia e discriminação contra eles. E uma em cada três dorme com fome à noite.

 

Conclusão

 

A Visão Mundial está comprometida em responder à crise migratória da Venezuela. Por isso, trabalhamos com organizações locais e líderes religiosos em todos os países que recebem migrantes venezuelanos para que seus direitos sejam respeitados e garantidos. As parcerias e a ação coordenada entre o governo, a sociedade civil, o setor privado e as agências internacionais são fundamentais para o presente e o futuro dessas milhões de crianças.